Qual a importância do compliance para o mundo corporativo?
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O atual cenário brasileiro nos leva a profundas reflexões sobre os limites éticos no mundo dos negócios. Brasil afora, essa discussão vem ganhando força há mais tempo, desde que escândalos financeiros abalaram a integridade do ambiente de negócios no coração do capitalismo mundial, os Estados Unidos. De lá para cá, novas leis como Sarbanes Oxley (SOX) e Foreign Corrupt Practices Act (FCPA) têm norteado O Código de Ética e Conduta Empresarial. Treinamentos anuais com todos os colaboradores, auditorias independentes e a adoção de sistemas corporativos robustos são ações que as empresas vêm tomado para garantir a integridade de suas práticas e sustentar a credibilidade de suas marcas. A gestão de todas estas iniciativas, chamamos de Política de Compliance.

Garantir o compliance não significa apenas estar em conformidade com obrigações legais. Tem a ver com credibilidade e, por consequência, o valor da empresa. A queda de credibilidade em uma marca derruba todo o seu valor, causando prejuízo a todos os investidores, sejam eles majoritários ou ordinários. Fora isso, ainda há a possibilidade de processos milionários contra a empresa vindos de investidores estrangeiros. Em muitos casos, um escândalo de corrupção pode levar uma empresa à beira da ruína.

Compliance, além de gestão robusta, é uma questão de cultura corporativa. De nada adianta sistemas robustos, processos controlados e auditorias frequentes se os colaboradores não estiverem 100% comprometidos com a imagem da empresa. Afinal, se a empresa se envolver em um escândalo, todos perdem. É o que estamos vendo acontecer no Brasil com empresas envolvidas nas denúncias de corrupção, onde milhares de trabalhadores estão perdendo seus empregos, o que gera enormes problemas sociais. Seguir os procedimentos corretamente, levantar a mão quando suspeitar de algo e zelar pelas Boas Práticas são exemplos de atitudes esperadas de uma empresa idônea.

Transparência, rastreabilidade, disciplina e segurança da informação também são instrumentos fundamentais para a garantia do compliance. Sistemas integrados, rastreáveis com poderosas políticas de workflow facilitam a gestão.

E, por fim, a Qualidade também é – de forma indireta – compliance. Quando se tenta burlar limites regulatórios ou requisitos de clientes, também está se ferindo a credibilidade da empresa, gerando enormes prejuízos para toda a cadeia de abastecimento.

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Alexandre Tavares Texto escrito por Alexandre Tavares, professor de Engenharia pela Universidade Anhembi Morumbi, Engenheiro Mecânico com mais de 15 anos de experiência na área de Qualidade na Indústria Automotiva e certificado como Engenheiro da Qualidade pela American Society for Quality.