Fornecedores: diga-me quem são os seus e direi quem tu és.
Diga-me quem são seus fornecedores e direi quem tu és
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Fornecedores: diga-me quem são os seus e direi quem tu és.

O desenvolvimento de um produto é a fase mais importante do processo de garantia da qualidade. Cartas de controle, gates de medição e testes funcionais serão inúteis se o processo produtivo for mal planejado ou se o coeficiente de segurança de cada componente ou do produto final for marginal.

É justamente no período de desenvolvimento do produto que muitas empresas percebem que a maioria dos processos produtivos está fora do seu controle, mas está nas cadeias de fornecimento.

Uma vez validado o design, coloca-se targets apertadíssimos de tempo e custos para as áreas de Procurement buscarem fornecedores para os componentes do produto. O resultado disso, na maioria das vezes, é a geração de processos produtivos não-capazes nos fornecedores, bem como a escolha de fornecedores inadequados. As consequências serão percebidas durante o ciclo de vida do produto, seja na sua produção, seja na sua performance em campo.

Um bom Design For Manufacturing – DFM – deveria se estender até o primeiro nível da cadeia de fornecimento. Contudo, sabe-se que o custo e o tempo para colocar isso em prática é alto e pode comprometer a competitividade, por isso são necessárias formas inteligentes para implementar essa estratégia.

FORMAS INTELIGENTES DE COLOCAR EM PRÁTICA UM BOM DFM

Uma delas é estender para toda a cadeia, um sistema integrado de troca de informações técnicas de forma a se desenvolver processos produtivos robustos desde a matéria-prima. E, quanto mais cedo estas partes participarem da discussão, mais estáveis serão seus processos, garantindo um ciclo de vida tranquilo e eficiente para o produto.

Outra forma é ter um ranking formal dos fornecedores baseado em critérios objetivos e mensuráveis a partir da base de dados da operação. Desta forma, o processo de compras torna-se mais transparente para toda a corporação, evitando distorções no processo decisório sobre as fontes de fornecimento.

E, por fim, um acompanhamento muito próximo dos desenvolvimentos da cadeia acima, desde a cotação até o SOP, para garantir que nenhuma etapa tenha sido subestimada.

Texto escrito por Alexandre Tavares, professor de Engenharia pela Universidade Anhembi Morumbi, Engenheiro Mecânico com mais de 15 anos de experiência na área de Qualidade na Indústria Automotiva e certificado como Engenheiro da Qualidade pela American Society for Quality.

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