Uma boa qualidade começa com uma boa ferramenta – Gestão de Ferramentais
gestao de ferramentais

A maioria dos componentes fabricados em série necessita de algum tipo de ferramental para sua construção. O dimensional da peça, a repetibilidade do processo e as características metalúrgicas, serão fortemente impactados pela performance desse ferramental.

Durante o processo de desenvolvimento do produto, o projeto e a fabricação da ferramenta, são fatores-chave para o sucesso da qualidade do produto. A experiência do fabricante, auxiliado por modernos recursos de simulações numéricas computacionais, são fundamentais para que o design desse ferramental seja o mais adequado possível.

A escolha da ferramentaria que executará a construção da ferramenta é outro aspecto que precisa ser avaliado com critério, caso o fabricante não tenha uma ferramentaria própria para fazê-lo.

Portanto, uma ferramenta mal projetada ou em más condições de conservação que reproduz peças diferentes e dimensionalmente instáveis, elevará exponencialmente o nível de refugos, gerando enormes desperdícios e riscos para a qualidade.

A FERRAMENTA COMO ATIVO

Ferramentais sempre são temas delicados e comumente tratados, nas empresas brasileiras, como um ativo do dono do projeto. Isto é, se o desenho, a ferramenta e co-design são ativos do cliente, por vezes, a ferramenta é um ativo do fornecedor, devido questões relacionadas à propriedade intelectual ou para garantir a exclusividade do direito de fornecimento de peças para o mercado de reposição. Em alguns processos, como fundição, forjaria ou estamparia, os investimentos em ferramentais são altos, justificando um controle severo desse ativo.

A vida útil de uma ferramenta é outro tema que gera conflitos, principalmente se for um ativo do cliente. Como controlar quantas peças foram fabricadas por cada cavidade das ferramentas, qual a porcentagem da vida útil ainda resta, quando é momento para fazer reparos ou investir em uma nova ferramenta? A SIQ Systems oferece soluções em sistemas, aplicadas com grande sucesso, que equacionam essas questões e são utilizadas, inclusive, para controlar os ativos externos da companhia.

Texto escrito por Alexandre Tavares, professor de Engenharia pela Universidade Anhembi Morumbi, Engenheiro Mecânico com mais de 15 anos de experiência na área de Qualidade na Indústria Automotiva e certificado como Engenheiro da Qualidade pela American Society for Quality.